A ORIGEM DO NOME VILA NOVA DA ERRA
Conta-se que o nome desta terra era Vila Nova, mas quando D. Afonso Henriques se dirigia com as suas tropas para conquistar Santarém enganou-se no caminho e veio parar á Erra.
Perguntou então a um dos seus habitantes qual o nome desta localidade, ao que ele respondeu:
- Vila Nova, meu senhor.
Então D. Afonso Henriques ordenou:
- A partir de agora chamar-se-á Vila Nova do Erro.
Com o rodar dos tempos alterou-se o nome para Vila Nova da Erra ou, simplesmente, Erra.
Texto: Memórias da Erra- Maria Adélia Mendes Brotas
VILA NOVA DA ERRA
A Erra tornou-se Vila em 18 de setembro de 1375, possivelmente em consequência da Lei das Sesmarias. Até aí pertenceu ao concelho de Coruche, mas nesse mesmo ano D. Fernando criou a vila da Erra, elevou-a a sede de concelho e dela fez mercê aos próprios moradores.
Na Erra havia Câmara, juiz ordinário, cadeia, forca, hospital (propriedade da Misericórdia em regime de internato), um convento, uma bela igreja matriz e as capelas da Misericórdia e a de São Caetano.
Em 1823-24 ainda existia Câmara, como prova um Livro de Actas que se encontra no Arquivo Municipal de Coruche. Era formado por dois juízes, três vereadores e um procurador, eleitos de três em três anos.
O hospital ficava em frente da cadeia, da qual ainda existem ruínas. Havia também uma esquisita chaminé a que chamavam forca, que se supõe ser do solar da família Vidigal Paes, a qual foi demolida em 1883 e arrancados todos os alicerces da antiga casa.
Havia três moinhos movidos a água: um no Coito, outro no Juncal e um outro no Pé-de-Erra, todos na ribeira da Erra. Ao do Coito apenas lhe restam algumas paredes e as mós (pertencia à família Feneja); ao do Juncal já nada lhe resta (pertencia ao senhor Jerónimo Esgueira); o do Pé-de-Erra ainda existe, mas já há anos que não funciona (pertencia ao senhor João Lopes).
Havia também dois moinhos de vento, mas esses mais antigos. Ficam no cabeço do Moinho de Vento, na Herdade do Pé-de-Erra e pertencem ao Senhor Artur Lopes. Foram construídos com material vindo do antigo convento, cuja demolição em 1833 foi ordenada por António José Monteiro.
Texto: Memórias da Erra- Maria Adélia Mendes Brotas
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